O que faz o advogado, afinal?

O Advogado não é – ou não deveria ser – uma ferramenta de guerra ou uma arma para se usar CONTRA o outro. 

O Advogado é um agente facilitador, e deveria ser reconhecido como um auxílio, um resolutor de conflitos e transformador de vidas de famílias.

Eu reconheço que em muito a classe não se ajuda e que a cultura do litígio é a vivenciada por muitos colegas, mas eu sinto dizer que ela não resolve problemas e, muitas vezes, os piora – inflama situações e acirra em muito relações. Isso quando não atuam sem ética, pensando mais em si e em honorários do que na satisfação pessoal e na satisfação do cliente.

Já o nosso judiciário é lento demais e não tem dado conta de atender as necessidades e urgência dos clientes de família, principalmente. Sem falar, ainda das decisões arcaicas que são proferidas em desacordo com a lei e os entendimentos contemporâneos.

Nem as leis, nem os julgadores, conseguem acompanhar as evoluções da sociedade e das novas constituições relacionais (uniões estáveis, casamentos, uniões poliafetivas, famílias monoparentais, famílias mosaicas e por aí vai). 

Há processos de família e inventários que demoram tanto que, quando terminam, os pedidos já não fazem o menor sentido, as crianças já alcançaram a maioridade, a realidade é outra e as feridas abertas no caminho são tantas que laços foram rompidos para sempre.

Não precisa e, a meu ver, não deveria ser assim. 

Há diversas outras opções! Há profissionais extremamente qualificados para mediar ou negociar um acordo, existe a advocacia colaborativa e interdisciplinar. No caso específico de famílias é necessário um trabalho conjunto e empático para que os conflitos possam ser encerrados com respeito, dignidade e autonomia para os envolvidos.

Num futuro não muito distante, acredito que o advogado será procurado antes de maneira preventiva e consultiva, para que as decisões sejam todas com cautela e de acordo com a lei (já há quem o faça, mas são a minoria absoluta). Se essa possibilidade já não é mais a sua e você precisa de auxílio jurídico, a sugestão é que você procure um advogado que te escute e que tenha como maior interesse a resolução do seu problema, se possível, sem que seja necessário o ingresso de um processo para isso. 

Esse cuidado vai minimizar seus problemas (porque a receita para que eles não existam por completo eu não tenho), e vai te custar muito menos tempo, energia, emocional e dinheiro. Consultar um advogado especialista de maneira preventiva te dá segurança e previsibilidade para o porvir, enquanto escolher um advogado que pense em você diante de um conflito familiar vai te auxiliar na resolução das suas demandas preservando seus valores. 

Pense nisso: seu advogado não precisa ser seu amigo, mas precisa ser uma pessoa da sua mais alta confiança!

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